Notícia
11 de out de 2026

Agente do ICE fora de serviço enfrenta acusações criminais após ser baleado durante suposta agressão em Fresno

Um tiroteio em Fresno colocou um agente do ICE fora de serviço no centro de um conflito envolvendo legítima defesa, suposta violência e o escrutínio das práticas de contratação da agência.

Uma confrontação ocorrida de madrugada em uma propriedade de Fresno produziu uma rara inversão de papéis: um agente federal de imigração fora de serviço foi baleado após supostamente atacar um homem idoso e sua filha, e então foi preso sob acusações criminais graves.

Os fatos básicos são apresentados de formas diferentes, mas apontam para a mesma questão ainda não resolvida. Um relato conservador descreve o incidente de forma direta como o caso de um agente do ICE fora de serviço baleado “após agredir um homem idoso e sua filha no gramado de Fresno”, segundo a polícia. Um relato liberal dá mais ênfase à suposta conduta que precedeu o tiroteio, informando que o agente estava “intoxicado e agitado” quando confrontou os moradores.

Segundo a polícia de Fresno, uma mulher encontrou David Gonzalez dormindo no gramado da frente da casa da família por volta das 3h. Quando ela e seu pai tentaram retirá-lo, a polícia afirmou que Gonzalez derrubou o homem de 72 anos no chão e depois atacou sua filha quando ela interveio. O pai, temendo pela segurança de ambos, atirou uma vez em Gonzalez. O namorado da filha, um policial fora de serviço, chegou mais tarde e algemou o agente.

Gonzalez foi tratado por um ferimento de bala e fichado por acusações que incluem agressão física com probabilidade de causar lesão corporal grave, vandalismo qualificado e agressão física. O pai e a filha não foram presos, embora ambos supostamente tenham sofrido ferimentos. A polícia afirmou que Gonzalez estava fora de serviço, sozinho, e que o motivo de sua presença na área permanecia desconhecido.

A disputa imediata, portanto, diz menos respeito às versões conflitantes do tiroteio do que ao que o precedeu: a polícia caracteriza o disparo como uma resposta a uma suposta agressão, enquanto os detalhes públicos sobre a defesa da conduta do agente do ICE são inexistentes. O caso também ocorre em meio a críticas mais amplas à atuação agressiva e às práticas de contratação do ICE. O relatório disponível observa alegações anteriores envolvendo funcionários da agência, mas esses casos não estabelecem irregularidades por parte de Gonzalez nem comprovam um padrão neste incidente.